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Salário prometido na entrevista e não cumprido pode gerar indenização
05/03/2010 - Geral

Se a negociação salarial já é um tabu, o que dizer se o empregador prometeu uma quantia e, ao final do primeiro mês, o contracheque apontar outro montante – menor? 

“Sem dúvida, é uma saia justa, especialmente se for o primeiro emprego do profissional. Mas meu conselho é que a pessoa converse com seu gestor e explique que na hora da contratação, foi combinado outro valor”, aponta Juliana Melo, consultora de carreiras de São Paulo.

“O mesmo vale se a quantia depositada foi maior. Isso denotará que esse profissional tem um valor inestimável que é o da honestidade”, acrescenta Juliana.

De qualquer modo, é importante o profissional saber qual é o seu valor desde o início, aponta Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos. “Deve ser feita uma auto-análise das competências que se tem diante da vaga oferecida: por exemplo, fluência no idioma solicitado e conhecimento técnico necessário. Isso tudo valoriza o profissional”, ensina.

Dano moral - A advogada trabalhista Verônica Madureira Pereira, do Viseu Advogados, de São Paulo, aponta que as promessas de emprego não cumpridas podem dar direito a indenizações por dano moral, em razão da ofensa direita ao princípio da boa-fé, previsto no artigo 187 do Código Civil.

“Há o entendimento de que durante o processo seletivo, o empregado já está vinculado à empresa e que qualquer alteração prejudicial a ele é nula por completo, por força do art.9º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) combinado com art. 468 da CLT”, explica a advogada.

Provas - Mas, antes de ingressar com uma ação contra a firma, é importante que o funcionário esteja munido de provas. Ele deverá ter a comprovação por escrito ou testemunhal de que a empresa prometeu um salário e pagou outro.

“Essas ações requerendo indenização por dano moral somente são recomendáveis, portanto, quando se tem prova do efetivo descumprimento das promessas e quando há evidente prejuízo ao empregado”, aconselha.

O advogado trabalhista Joel de Moraes, de São Paulo, acrescenta que o trabalhador também pode requerer em juízo a rescisão indireta do contrato do trabalho. “Só que nesse caso terá que provar com testemunhas que presenciaram a contratação, pois trata-se de um fato sem documentos”, afirma.

Fonte: IG

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Pesquisa revela que paridade entre os sexos caminha lentamente
05/03/2010 - Recursos Humanos

Pesquisa realizada pela Bain & Company, empresa global de consultoria empresarial, revelou que ainda há disparidade quanto à realidade e ao valor da igualdade entre homens e mulheres no local de trabalho. 

A maioria relatou estar convencida dos benefícios da paridade no local de trabalho, entretanto as mulheres que acreditam que a paridade entre os sexos deveria ser uma obrigação estratégica para as empresas representam 84% e os homens 48%.

Monitoramento - Os autores concluíram que a falta de processos estruturados, ações bem sucedidas e o amplo monitoramento da paridade entre os sexos – em todos os níveis da organização – são as principais causas da continuidade na estagnação de muitas mulheres que aspiram ocupar cargos de liderança em suas carreiras.

A pesquisa revelou que em 75% das empresas a alta administração não implantou a paridade entre homens e mulheres como prioridade visível e declarada, enquanto 80% das empresas não alocou recursos nem fez investimentos adequados para as iniciativas.

As empresas precisam reconhecer a importância de avaliar com precisão a situação atual da paridade entre os sexos, dizem os autores, mas também precisam dar um passo adiante, monitorando a evolução dos objetivos da paridade entre homens e mulheres em todos os níveis da organização.

Métrica - Os resultados da pesquisa demonstraram que muitas empresas não recolhem dados suficientes para avaliar e monitorar a evolução desses objetivos de maneira eficaz. Menos de 20% dos entrevistados relataram o emprego eficaz da métrica de paridade entre os sexos nas empresas em que trabalham.

Menos da metade dos entrevistados sabia dizer se suas empresas conduziam avaliações sobre o percentual de mulheres contratadas, de mulheres promovidas ou mantidas em seus cargos.

A pesquisa revelou também que muitas empresas não são eficazes em comunicar ou estimular a participação de seus empregados no projeto e na contribuição para o programa de paridade entre os sexos em suas organizações.

Aproximadamente 60% de todos os entrevistados da pesquisa relataram que suas empresas não solicitam nenhuma informação sobre o desenvolvimento de iniciativas de paridade entre homens e mulheres. Cerca de 1 em cada 10 conta que sua empresa não disponibiliza nenhum mecanismo formal de comentários ou oportunidades para um diálogo aberto.

Fonte: iG São Paulo

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Homens perdem mais empregos que mulheres no mundo, diz pesquisa
05/03/2010 - Recursos Humanos

A recessão global vem levando mais homens que mulheres a perder seus empregos em todo o mundo, seguindo um padrão identificado nos Estados Unidos, revelou pesquisa divulgada nesta sexta-feira (5). 

Em quase todos os países onde executivos foram entrevistados pela Accenture, uma consultoria gerencial, mais homens do que mulheres ocupavam as vagas de trabalho perdidas.

Realizada entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010, a pesquisa perguntou a executivos quantos homens e mulheres tinham sido demitidos no ano precedente.



A Accenture entrevistou 524 executivos seniores de empresas médias a grandes na Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Malásia, México, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Cingapura, África do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.

Índia e França 

Na Índia, executivos disseram que 95% das pessoas que demitiram eram homens. Na França, 71% das pessoas que perderam seu trabalho foram homens.

Executivos também demitiram mais homens na Austrália, Canadá, Alemanha, México, África do Sul, Espanha, Suíça e Reino Unido, segundo a pesquisa. Nos Estados Unidos, 54% dos empregos perdidos eram de homens, contra 46 por cento de mulheres. 

"Em alguns casos, a maior parte da força de trabalho era formada por homens, de modo que o impacto maior foi sentido por homens", disse Nellie Borrero, diretora de capital humano global e diversidade na Accenture. "Mas isso também pode significar que as empresas tomaram o cuidado de assegurar que um grande número de mulheres não fosse afetado."

Setores

Nos Estados Unidos, os homens dominam os setores da economia mais atingidos pela recessão, como o setor manufatureiro pesado e o da construção, enquanto as mulheres dominam os setores menos atingidos, como os serviços de saúde e a educação, revelam estatísticas.

Uma história diferente sobre a relação entre gênero e perda de empregos veio da Holanda, onde as mulheres foram responsáveis por 51% dos empregos perdidos, disse a Accenture. Na China, as demissões se dividiram igualmente entre homens e mulheres.

Fonte: Reuters

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Mulheres preferem lojas de rua, diz pesquisa
05/03/2010 - Marketing

Uma pesquisa realizada pelo Ibope Mídia em homenagem ao Dia Internacional da Mulher comprova que são as mulheres quem gastam mais. Segundo o levantamento, baseado nas informações da ferramenta Target Group Index, 67% das mulheres realizaram compras pessoais (excluindo bebidas e alimentos) nos últimos 30 dias, em contrapartida ao índice de 58% entre o público masculino.

Das mulheres que foram às compras nos últimos 30 dias, 78% declararam ter comprado roupas femininas, 60% calçados, 43% roupas para homens e 39% roupas para crianças e bebês. Em relação aos locais de compras, 48% das consumidoras preferem as lojas de rua, seguidas pelos shopping centers (33%) e pelas lojas de departamento (24%).

O estudo também indica que as mulheres estão mais conectadas atualmente. Entre as entrevistadas, 10% comentam suas aquisições na internet avaliando a qualidade dos produtos. No público masculino, esse índice sobe para 13%. Para elas, as categorias mais comentadas são as de telefones celulares (31%), equipamentos de TV, vídeo e som (28%), roupas (23%), vida saudável, exercícios e alimentação (17%). A forma de pagamento mais usada é o dinheiro (61%), seguido pelos cartões de crédito (32%), de débito (21%) e cheque (7%).

Fonte: Mundo do Marketing

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Apenas 6% das brasileiras compram pela internet, diz Ibope
05/03/2010 - Web Marketing

Apenas 6% das brasileiras fazem compras pela internet, segundo estudo sobre os hábitos de consumo das mulheres do Brasil divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope).

O relatório também mostra que, das mulheres que compram pela internet, 10% fazem uma avaliação do serviço e comentam a qualidade dos produtos adquiridos, enquanto os homens o fazem em 13% dos casos.

Apesar do crescimento da internet no país, o comércio de rua (48%) e as lojas em shoppings (33%) continuam sendo os locais de compra preferenciais para o público feminino.

Por outro lado, a forma de pagamento preferida das brasileiras é o dinheiro (61%), seguido dos cartões de crédito (32%) e dos cheques (7%).

O estudo toma como referência as compras pessoais das mulheres, excluindo as genéricas para o lar, como comida e bebida.

Contra 58% dos homens que fizeram alguma compra pessoal nos últimos 30 dias, 67% das mulheres compraram artigos para elas próprias. No total, 78% das mulheres investiram seu orçamento em roupas, 60% em sapatos, 43% em roupa para homens e 39% em roupas para crianças.

Os números se baseiam em entrevistas feitas com 19.456 pessoas de ambos os sexos com idades entre 12 e 64 anos entre os meses de agosto de 2008 e agosto de 2009.

As entrevistas foram realizadas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília, além de outras cidades menores.

Fonte: EFE

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Mulheres trabalham cinco horas semanais a mais que os homens
05/03/2010 - Recursos Humanos

Mulheres trabalham cinco horas semanais a mais do que os homens, de acordo com estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho) divulgado nesta quinta-feira (4). As mulheres têm uma jornada total semanal de 57,1 horas, contando com 34,8 horas semanais de trabalho e mais 20,9 horas de atividades domésticos. Já os homens têm uma jornada total de 52,3 horas semanais, sendo 42,7 horas de jornada de trabalho e 9,2 horas semanais de atividades domésticos. 

A diretora do escritório da OIT em Brasília, Lais Abramo, disse que a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho não foi acompanhada por uma reorganização das funções do trabalho doméstico entre homens e mulheres.

- Culturalmente, se atribui à mulher o cuidado quase que exclusivo com a casa e a família. Aqui, se tem uma coisa complexa que passa pela redefinição das relações entre homens e mulheres, uma parceria muito mais equilibrada entre os sexos no âmbito das famílias.

Outro dado importante da pesquisa mostra que parte significativa das mulheres trabalha como empregadas domésticas. Dos 42,5 milhões de mulheres que fazem parte da população economicamente ativa, 6,2 milhões são negras. Isso representa 15,8% do total da ocupação feminina. E, de acordo com o estudo, a maioria das trabalhadoras domésticas é negra. Cerca de 20% das mulheres negras ocupadas trabalham como empregadas domésticas e 24% delas têm carteira assinada.

Para Lais, a desvalorização do trabalho doméstico está ligada a uma desvalorização das funções de cuidado na sociedade, no qual o trabalho doméstico se insere, e esse tipo de trabalho exige qualificação.

- As trabalhadoras domésticas são trabalhadoras como quaisquer outras, elas têm direito a uma regulamentação do seu trabalho, elas têm direito a uma proteção social, à licença-maternidade. O problema é que existe uma grande porcentagem de trabalhadoras sem contrato de trabalho.

O subsecretário de Ações Afirmativas da Seppir (Secretaria de Promoção da Igualdade Racional), Martius Chagas, disse que o empregador precisa ter consciência de que um empregado doméstico, com seus direitos assegurados, vai produzir muito mais.

- É um processo cultural que estamos conseguindo fazer com que no Brasil possa avançar. Acho que estamos no caminho, por mais que haja essa precarização do trabalho doméstico, onde as trabalhadoras estão na base da pirâmide. Mas acho que isso esta mudando. E também devemos levar em conta a própria capacitação, reorganização e qualificação desse trabalho.

Fonte: Agência Brasil

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Mulheres ocupam 50% dos postos de trabalho
02/03/2010 - Recursos Humanos

A segunda edição da pesquisa conduzida pela empresa Great Place to Work, com o apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH-RJ), aponta que as Melhores Empresas para Trabalhar no Estado empregam 18.142 mulheres, o que corresponde a 50% do total dos postos de trabalho. 

Nos cargos de chefia (diretoria, gerência e supervisão), 41% do total é ocupado por mulheres (1.236 funcionárias). A ascensão feminina é bem representada pela rede de supermercados Prezunic e pela Cultura Inglesa, empresas presididas por mulheres.

Superior - A participação das mulheres no total de postos de trabalho, de 50%, é superior à participação feminina na versão nacional da pesquisa, que conta com 43% dos postos de trabalho ocupados por mulheres.

A empresa responsável pela pesquisa enfatiza que as companhias fluminenses têm se destacado no crescimento da participação feminina nos postos de trabalho, ou seja, mostram o equilíbrio entre homens e mulheres no ambiente corporativo.

A pesquisa comprovou que o Rio de Janeiro está à frente no tocante ao equilíbrio entre homens e mulheres nos postos de trabalho.

No ranking, figuram a Chemtech, seguida pela Cultura Inglesa, IESA Óleo & Gás, Mantecorp e Brasilcap. A rede de supermercados Prezunic e a Cultura Inglesa são presididas por mulheres: as executivas Andrea Dias da Cunha e Maria Lucia Willemsens, respectivamente.

Destaques – As companhias que se destacam na análise de práticas de gestão voltadas para mulheres têm em comum o investimento contínuo para garantir a ascensão profissional feminina, oferecendo incentivos e programas especiais, associados a práticas específicas para o universo feminino.

Entre as práticas diferenciadas identificadas na pesquisa estão políticas de contratação com igualdade de condições e capacitação, programas de saúde especiais (como prevenção ao câncer de mama e programas de gestantes), ampliação da licença maternidade, entre outros.

A Mantecorp se destacou na análise e foi considerada pelo Great Place to Work como a melhor empresa para a mulher trabalhar no Rio de Janeiro.

Fonte: IG

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Mantenha jovens longe do computador e da TV, diz estudo
02/03/2010 - Curiosidades

Os pais que não deixam seus filhos assistir muita televisão ou ficar no computador por muito tempo encontraram uma justificativa para essa decisão depois que um estudo ligou o tempo excessivo em frente às telas com problemas de relacionamento.

As descobertas do estudo, publicado na edição de março do Arquivos de Medicina Pediátrica e Adolescente, devem dar segurança aos pais que se sentem culpados por privar os filhos de entretenimento, disse a autora principal da pesquisa, doutora Rose Richards, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

"Nossas descobertas dão alguma segurança de que é bom limitar o tempo na frente da TV", disse ela. "Na verdade, isso pode resultar em relacionamentos mais fortes entre os jovens, seus amigos e pais."

O estudo foi baseado no Estudo Multidisciplinar de Saúde e Desenvolvimento de Dunedin e no Estudo de Estilo de Vida dos Jovens conduzidos pela universidade nos anos 1980 e em 2004.

Apesar de os estudos serem separados por 16 anos e de a natureza do entretenimento pelas telas ter mudado, a ligação com os relacionamentos familiares parece ser o mesmo.

"Nos anos 80, não havia uma grande quantidade de opções, então as pessoas assistiam televisão, mas agora há muitas telas que os jovens podem ficar olhando por horas", disse Richards à Reuters.

O Estudo de Estilo de Vida da Juventude envolveu 3.043 adolescentes neozelandeses de 14 e 15 anos. Os jovens completaram um questionário sobre o que fazem com seu tempo livre e fizeram uma avaliação sobre a sua relação com pais e colegas.

Os pesquisadores também avaliaram as respostas de 976 entrevistados pelo Estudo Dunedin que tinham 15 anos entre 1987 e 1988.

"Nós descobrimos que olhar para qualquer tela por muito tempo é prejudicial, e nós aconselhamos que os pais se mantenham ao limite de tempo recomendado ou menos que duas horas por dia."

"Em ambos os estudos, nós descobrimos que o uso de televisão, ou mesmo o uso de computador, é relacionado a problemas de relacionamento", disse Richards, acrescentando que um forte relacionamento com pais e amigos é importante para o desenvolvimento saudável de adolescentes até a idade adulta.

"Com o rápido ritmo de evolução das tecnologias baseadas em monitores, a pesquisa atual é necessária para monitorar o efeito que elas estão tendo sobre o bem-estar social, psicológico e físico dos jovens", disse ela.

Fonte: UOL Tecnologia

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Internet é terceira fonte de informação para americanos
02/03/2010 - Web Marketing

A internet constitui a terceira fonte de informação dos mericanos, atrás das redes de televisão locais e das nacionais, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira. 

Os funcionários do Centro de pesquisas Pew pediram a 2.259 americanos adultos que indicassem quais meios de comunicação utilizavam para se informar. No total, 78% deles explicaram que assistiam uma rede de televisão local pelo menos uma vez por dia.

As redes nacionais, como CNN ou CBS, aparecem em segundo lugar, com 73%.

Finalmente, 61% deles indicaram que se informam pela internet. As pessoas interrogadas citam especialmente as páginas do Google News, AOL, CNN ou BBC como principais fontes de informação.

Um total de 50% dos entrevistados afirmaram que leem um jornal local e 17% um jornal nacional, como o New York Times ou o USA Today.

Já 92% asseguram combinar várias fontes (televisão, jornais, internet).

Entre os que utilizam a internet, 21% consultam apenas um site, enquanto 57% recorrem de dois a cinco sites.

A pesquisa foi realizada entre 28 de dezembro e 19 de janeiro e tem margem de erro de 2,3 pontos para mais ou para menos.

Fonte: Tecnosfera

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Terceira idade muda hábitos de consumo
02/03/2010 - Marketing

Eles dispõem de tempo para se dedicar às compras, vão ao supermercado pelo menos cinco vezes por semana e, segundo pesquisa feita pela GFK, possuem potencial de consumo de R$ 7,5 bilhões, o dobro da média nacional. Mesmo com todas essas características, os consumidores da terceira idade ainda passam despercebidos diante dos olhos do mercado, que não costuma traçar estratégias específicas para atrair esse perfil que, ao contrário do que se pensa, não é nada conservador em seus hábitos de consumo.

O Brasil conta hoje com 19 milhões de idosos, faixa etária que mais cresce no país, segundo pesquisa realizada em 2009 pelo IBGE. Eles despontam como um novo filão para empresas de produtos e serviços, pois 80% desse grupo recebe aposentadorias e pensões, além de ter obtido uma melhoria de renda nos últimos 10 anos. O perfil do idoso brasileiro mostra que ele está mais planejado em relação às compras. Pesquisa do Datafolha publicada em 2008 revela que 72% dos idosos saem de casa todos os dias. Além disso, eles sempre pedem uma segunda opinião antes de escolher determinado produto.

“Muitos dados vêm mostrando que o idoso de todas as classes está com um maior poder de compra, além de querer aproveitar mais a vida. Isso se vê principalmente nas classes mais abastadas. A indústria automobilística, por exemplo, tem notado esse crescimento e investiu em profissionais treinados para atender esses clientes”, conta Gilberto Cavicchioli, professor do Núcleo de Gestão de Pessoas da ESPM, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O segredo está no acompanhante

O mercado de cosméticos, o setor bancário e as instituições de ensino já começam a ver um mercado promissor no público acima dos 65 anos. Tanto que estão investindo mais nos pontos-de-venda e nos programas de fidelização, pois sabem que os idosos gostam de ser reconhecidos como bons clientes.

Na hora de comprar, muitos deles não escolhem sozinhos o que vão colocar na sacola. Por isso, é preciso, de acordo com especialista da ESPM, traçar uma estratégia que inclua nas ações de marketing aqueles que influenciam na tomada de decisão. “O idoso não é esbanjador e, em geral, gosta de companhia. É preciso identificar quem o acompanha no momento da escolha do produto e incluí-lo no planejamento da ação. Muitas vezes é o amigo, neto ou filho, por exemplo, quem vai diz se ele deve ou não levar o produto, diz Cavicchioli.

Mas é preciso tomar cuidado na abordagem. A aproximação de venda deve valorizar o produto ou serviço que priorize sua liberdade. É importante que a loja entenda a terceira idade no contato visual. “O banco é um acontecimento importante na rotina do idoso. Ele gosta de estar inserido na modernidade, embora ainda tenha certo temor. O lazer, muitas vezes, é sair para realizar serviços cotidianos como o pagamento de contas e compras no supermercado. Mas para lançar estratégias para esse público é preciso levar em consideração algumas especificidades. Não é ressaltando suas deficiências que uma marca vai conseguir conquistá-lo”, ressalta o pesquisador.

Internet muda perfil


Os números divulgados pela Datafolha em 2008 mostram que apenas 5% dos idosos têm acesso a internet no Brasil. Entretanto, a rede mundial de computadores tem sido responsável por uma mudança no ponto de vista dessa classe. O consenso de lealdade às marcas que antes era atribuído a essa faixa etária vem se quebrando ao longo do tempo, embora grande parte da população acima dos 65 anos ainda mantenha preferência por determinados produtos. O que se vê é que quanto mais acesso à informação tem o idoso, mais aberto ele se torna a novas experiências.

“Os que se informam mais estão mais dispostos a mudanças. Conhecer as necessidades deste público é a peça chave para uma iniciativa mercadológica eficaz”, analisa Claudio Felisoni, especialista em comportamento de consumo da Fia, em entrevista ao site, ressaltando que a expectativa de vida desse segmento subiu de 63 anos na década de 80 para 72 anos. Hoje, eles já representam 20% da população economicamente ativa.

O Programa de Administração e Varejo (Provar) da Fundação Instituto de Administração (Fia) e a Canal Varejo levantaram dados sobre essa mudança de comportamento. A pesquisa Perfil e Hábitos de Consumo na Terceira Idade, atualizada no último ano, ouviu 500 paulistanos de cinco diferentes regiões da cidade e comprovou que 54% dos entrevistados admitiram experimentar novas marcas. Além disso, 20% desses idosos associaram as compras a uma atividade de lazer.

Personagens fora do comum

Uma das coisas que mais me surpreendeu foi o fato de os idosos não estarem mais tão conservadores. Além disso, o mercado está, pouco a pouco, percebendo o grande potencial de consumo desse grupo etário, que também é um agente modificador. As filas preferenciais nos bancos, os pacotes de turismo especializados para a terceira idade são um sinal de que o comércio em geral já está começando a ver os idosos com outros olhos”, conta o especialista da FIA.

A aposentada Maria Alice Botelho, de 62 anos, se encaixa no perfil pesquisado pela instituição paulistana. Ela vai ao supermercado pelo menos seis vezes na semana e revela que sempre procura experimentar novas marcas. Além disso, é frequentadora assídua de shopping centers, que ela afirma ser uma boa distração para os momentos de ócio.

“Minha ocupação hoje em dia é passear e curtir a vida porque eu já trabalhei muito. Venho ao shopping com certa frequência, não só para comprar roupas, calçados e livros como também para me distrair, ver pessoas. Ele é um ponto de referência pra mim. Minha última compra foi um par de sapatos para minha sobrinha. Ele estava com um ótimo preço e quem comprasse dois ganhava desconto. Acabei levando um para mim”, resume a aposentada, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Já Nelson Pereira garante que 70% das funções que realiza hoje em dia estão relacionadas a operações bancárias e que geralmente usa os bancos de shopping centers por achar mais cômodos e seguros. Mas o aposentado de 70 anos confessa que, entre o pagamento de uma conta e outra, sempre confere os lançamentos das livrarias, além de ver as vitrines das lojas de produtos eletrônicos.

“Gosto muito de livros e também tenho interesse em tecnologia. Mas a gente acaba não tendo tempo para aprender tanta coisa nova que aparece por aí em termos de eletrônicos. O nosso HD já está meio ocupado com filhos e netos”, resume o engenheiro químico.

Fonte: Mundo do Marketing

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