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"O bom aluno nem sempre é bom profissional", diz consultora
30/07/2010 - Recursos Humanos

É de se surpreender que aquele colega que sempre tirava notas altas na faculdade e era o queridinho dos professores não seja considerado o melhor dos profissionais. Mas, segundo a consultora Sueli Brusco, sócia e diretora executiva da SimGroup, especializada em marketing e programas de reconhecimento, habilidades como saber se comunicar e trabalhar em equipe são características mais valorizadas pelo mundo corporativo do que ter sido um bom aluno. 

“Mais importante do que o conhecimento em si é a absorção desse conhecimento e saber transformá-lo em utilidade prática”, afirma a consultora.

Cinco faculdades - Sueli comenta o caso de um ex-funcionário seu que havia cursado cinco universidades e falava cinco idiomas, mas tinha grande dificuldade de se comunicar. “Tivemos que fazer um trabalho de inclusão desse profissional”, lembra.

Apesar de o aluno não precisar ser um gênio para ser considerado o melhor funcionário da companhia, as notas baixas podem comprometer o futuro de sua carreira, pondera a psicóloga organizacional Juliana Melo. “Se ele quiser fazer um Master in Business Administration (MBA) ou tentar uma bolsa de estudos internacional, as notas serão - e muito - levadas em conta.”

A empresa química Lanxess, por exemplo, coloca como requisito de contratação de seus estagiários, além de ter inglês avançado, bom desempenho escolar. O mesmo acontece com multinacionais e programas internacionais, como o de Jovens Embaixadores, oferecido pelo governo dos Estados Unidos.

Estudo e prática - O ideal, repete Juliana, é a pessoa saber aplicar o conhecimento adquirido no dia a dia do trabalho. “As informações aprendidas na faculdade e no colégio são de muita valia. É preciso estar atualizado, estudar, ler, porque qualquer vantagem sobre os demais é um ponto a seu favor.”

Ser bom aluno, além de proporcionar uma bagagem técnica na qual usará por toda a vida, pode ser a porta de entrada do mercado de trabalho. O Programa Bom Aluno, do Instituto Bom Aluno do Brasil, por exemplo, capacita estudantes de baixa renda que têm bom desempenho escolar e os auxilia no andamento de suas carreiras.

Em Curitiba, uma das cidades onde existe o programa, 100% dos alunos incentivados passaram no vestibular. Até 2009, 18 estudantes participaram de estágios, cursos de aperfeiçoamento e trabalhos temporários fora do Brasil.

Fonte: iG São Paulo

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Brasil é o 4º país do mundo em número de blogueiros
30/07/2010 - Web Marketing

Os blogs já foram tidos como o suprasumo da internet há sete anos. Desde então vêm caindo em popularidade com o surgimento de outras plataformas como Twitter e a popularização das redes sociais. Mesmo assim, eles são uma fonte cada vez mais importante de informações para internautas de todo o mundo. A empresa de análise de tráfego online Sysomos decidiu, então, entender quem são e de onde vêm os blogueiros. Para isso, analisou 100 mil posts e traçou um perfil interessante da blogosfera. E neste universo, o Brasil aparece como o quarto país em termos de números de blogueiros.

O Brasil responde por 4,19% do total, logo à frente do Canadá, que vem em quinto com 3,93%, e logo atrás do Japão, que tem 4,88%. Em primeiro lugar isolado está os Estados Unidos, com 29,22%. O Reino Unido vem em segundo, com 6,75%.

O estudo ainda mostra como os blogueiros se dividem por gênero e idade. E aqui surge uma surpresa: pensa que os homens são mais afeitos à tecnologia e, portanto, dominam o universo dos blogs? Pelo menos na blogosfera, a guerra dos sexos está bem equiparada. E quem lidera são as mulheres, com 50,9% do total.

Também é curioso que a geração mais nova tenha crescido com a internet, mas não esteja à frente da maioria dos blogs. Em termos de idade, o grupo predominante são aqueles com idades entre 21 e 35 anos, com 53% do total. São aqueles que cresceram durante a “revolução dos blogs”, há sete anos. Aqueles com menos de 20 anos vem em segundo com 20,2%, pouco à frente da faixa etária que vai de 36 a 50 anos de idade, que soma 19,4%.

Fonte: Época Negócios

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14 dicas fundamentais para quem tem um negócio em casa
30/07/2010 - Empreendedorismo

As sugestões abaixo foram obtidas com professores e consultores da FGV, do Ibmec e do Sebrae e a partir do livro 101 Maneiras de Ganhar Dinheiro Trabalhando em Casa, de Dan Ransey. Confira.

1) Antes de começar qualquer negócio, procure conhecer a fundo o ramo em que pretende investir. Analise a concorrência na região, faça cursos, vá a feiras e seminários, pesquise produtos e serviços similares na internet, identifique seus futuros clientes e suas necessidades. E, claro, faça um plano de negócios

2) Fique atento às questões de zoneamento, higiene e saúde, em geral rigorosas para quem atua nas áreas de alimentos e cosméticos. Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza são algumas das cidades do país que têm legislação específica para quem trabalha em casa. Verifique a legislação que rege o zoneamento do bairro onde você mora e veja se há qualquer impedimento para a abertura de empresa em casa

3) Não se esqueça de pedir o alvará de funcionamento na prefeitura de sua cidade

4) Solicite um segundo alvará ao órgão responsável pela vigilância sanitária, caso você pretenda trabalhar com alimentos. A legislação tem regras rígidas: a cozinha, por exemplo, não pode ser a mesma usada por moradores; precisa ser instalada em área independente, com azulejos até o teto e piso impermeabilizado, entre outros itens

5) Procure instalar uma entrada independente para receber clientes, fornecedores ou mesmo para a entrada de funcionários. Isso dá um ar mais profissional ao negócio. Não há nada pior do que atravessar a sala, onde a criançada está na maior folia ou a família está se alimentando, para chegar ao balcão de uma empresa

6) Concentre suas atividades num único espaço, não invadindo os demais cômodos da casa. Sua família não precisa compartilhar sua rotina profissional. Prepare um espaço (quarto, edícula, garagem) para sediar o novo negócio. Use os mesmos tipos de móveis e equipamentos que adotaria num ponto comercial

7) Planeje com cuidado o espaço da casa que você ocupará para trabalhar, até mesmo adotando tratamento acústico nas paredes, para que sons de atividades domésticas (como crianças, televisão e aparelhos de som) não interfiram em seus telefonemas

8) Tenha uma linha telefônica exclusiva para o negócio. Atenda sempre de modo formal e, na sua ausência, prefira a secretária eletrônica à ajuda de familiares para anotar recados. Estude o caso de contratar os serviços de escritórios virtuais. Com eles você pode ou não ter um espaço para trabalhar, pode alugar salas apenas para reuniões e usar diversos serviços, como os de copiadora, motoboy, recebimento de correspondência, atendimento telefônico profissional, etc.

9) Registre um domínio na internet para a criação do site de sua empresa. Para isso você precisa pagar uma taxa anual ao órgão responsável pelo registro de domínios (www.registro.br). Um site é um ótimo cartão de visitas e ajuda a dar credibilidade a um novo negócio. Além disso, ao registrar o domínio, você também recebe um e-mail (voce@suaempresa.com.br), o que dá uma aparência mais profissional aos contatos feitos com clientes e fornecedores

10) Defina horários para o início e o término do expediente. Um pouco de disciplina nos horários não faz mal a ninguém e ajuda na sua qualidade de vida e na de sua família

11) Organize e administre bem seu tempo. Cumpra prazos e compromissos com o cliente. Não é porque você está numa garagem que não precisa ser pontual, ter bom preço e produtos de qualidade

12) Estabeleça regras claras com sua família, para não misturar problemas e situações da vida doméstica com as da empresa. Separe a pessoa física da pessoa jurídica. O caixa da empresa não pode ser confundido com o cofrinho da família

13) Cuide da aparência. Não é porque está trabalhando em casa que pode apresentar-se de chinelo ou de camiseta furada. Vista-se como se fosse ao escritório. A aparência conta pontos preciosos na conquista de respeito e confiança de clientes, fornecedores e empregados

14) Lance mão de terceirizar serviços como: entregas, cópias ou fabricação

Fonte: PEGN

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Sucesso em Vendas
28/07/2010 - Eu recomendo – Livros e Autores

"Sucesso em Vendas" é um guia prático com técnicas, idéias, histórias de fracassos e de sucesso que foram vividas pelo autor e por milhares de profissionais que participaram de treinamentos - é uma inovação de tudo aquilo que se aplica na arte de vender. Por sua abordagem simples e funcional, o leitor entenderá facilmente os elementos fundamentais para o sucesso, colocando-os em prática independentemente do ritmo de seu negócio e do mercado em que atua. Autor: Ortega, Marcelo, Editora: Saraiva

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Via legal - Educação à distância
28/07/2010 - Videos - EAD

Eles ainda geram desconfiança, mas atraem cada vez mais gente. Estudar de casa e fazer os próprios horários são só algumas vantagens dos cursos à distância. O problema é que, às vezes, garantir o reconhecimento do diploma é muito trabalhoso.

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NBR Entrevista - Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena
28/07/2010 - Videos - Educação

Entrevista com Susana Grillo, Especialista em Educação Escolar Indígena/ MEC- Secad.

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10 dicas para fazer um cartão de visitas
28/07/2010 - Carreira

Importante em reuniões externas, feiras de negócios ou em um simples encontro casual com colegas e amigos, o cartão de visitas serve para identificar a sua ocupação atual e também é uma referência para quem quiser contatá-lo. 

Para profissionais contratados, a preocupação sobre o formato do cartão não existe, já que ele costuma ser padronizado pela empresa. Mas trabalhadores autônomos ou proprietários de pequenas empresas têm de estar atentos para não cometer gafes ao fazer seus cartões.

Confira as dicas do diretor da GO BIG Comunicação e Tecnologia, Rafael Giorgi:

1) Eu, diretor: Descrever-se como “presidente” de uma pequena empresa pode não ser o mais adequado. “Uma nomenclatura que pode ser muito bem aproveitada é a de ‘diretor’ ou ‘sócio-diretor’, no caso de empresa com múltiplos proprietários”, comenta Giorgi.

2) Eu, profissional: Para autônomos, Giorgi recomenda divulgar o nome, cargo e as informações de atendimento, como telefone fixo, telefone celular e endereço comercial, caso tenha um. Se o trabalhador dispõe de um número de registro da categoria, como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cadastro Regional de Medicina (CRM), este deve ser colocado logo abaixo do nome.

3) Qualidade: O papel deve ser diferenciado, assim como o acabamento e o conjunto formato, cores, fontes de escrita e o tamanho das letras. Essas diferentes variáveis devem ser bem combinadas com o tipo de profissional. Por exemplo, não é aconselhável a um advogado inovar muito. Ele deve sempre buscar algo que caracterize um atendimento formal. Por outro lado, existem profissões que permitem combinações que fujam do convencional, caso de arquitetos e profissionais ligados à moda.

4) Padronização: Não tente inovar no tamanho do cartão. Existe até uma norma internacional ISO 7810 que determina as dimensões usadas e mais aceitas no mundo corporativo.

5) E-mail: O consultor alerta que e-mails que não possuem o chamado domínio próprio - com o nome do seu negócio atrelado ao endereço virtual (@seunegocio.com.br) - não devem ser usados profissionalmente. “Para isso, é aconselhável comprar um domínio próprio e, por intermédio da compra de um serviço de hospedagem, ter acesso a uma conta de e-mail profissional. Vale ressaltar que esse processo independe da construção de um website.”  

6) Desenho: Logotipos trazem credibilidade. Se a sua empresa tem um, não hesite em colocá-lo. Há consultorias especializadas em construir logotipos e trabalhar a marca. 

7) Simplicidade: Quando se trata de cartões, menos é mais. Formatos de letras diferentes não devem ser usados. O layout deve ser limpo e você deve estar certo de que está passando a mensagem correta de quem você é.

8) Checagem: Verifique se os dados estão escritos corretamente. Confira cada número, cada letra. Se alguma informação mudar, aconselha-se imprimir outro cartão e não rasurar e escrever em cima com caneta.

9) Idioma: As informações podem ser traduzidas para outro idioma quando o profissional participar de eventos internacionais, como feiras de negócios ou congressos. Conheça, antes, a etiqueta sobre troca de cartões no país que visitará. No Japão, por exemplo, quem recebe um cartão deve segurá-lo durante toda a conversa. 

10) Hora da troca: O melhor momento de trocar cartões é sempre antes de começar as reuniões ou no coffee break. Ao receber um cartão, coloque-o em uma carteira e não no bolso. Isso mostra respeito com a outra pessoa.

Fonte: IG Empregos

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Evolução do ensino: você já imaginou estudar ou ser treinado pelo celular?
28/07/2010 - Educação

Há 20 anos, poderia parecer loucura pensar no sucesso da educação à distância. No entanto, hoje, essa é uma realidade vivida tanto por estudantes universitários e de pós-graduação, como por profissionais que participam de treinamentos corporativos através dessa modalidade. 

Isso foi permitido pelo avanço tecnológico e pela implantação de novos formatos na transmissão da informação ao aluno. Só que, nessa constante inovação, surge um novo método de aprendizado, na qual, o ensino migra para o aparelho celular.

Hoje, já existem no mercado empresas especializadas em treinamentos a distância que adaptam ferramentas de ensino para serem acessadas por meio desses aparelhos. 

Uma das empresas que visualizou esse campo promissor e adaptou a solução modular Moodle para projetos de educação corporativa e acadêmica foi a empresa Digital SK (www.digitalsk.com.br). De acordo com a companhia, existe um procura crescente, principalmente, de empresas brasileiras para utilizar esse tipo plataforma no treinamento. "Essa é uma ótima opção para otimização dos negócios, já que reduz custos ao reduzir tempo e deslocamentos de pessoas para treinamentos. Hoje, o Brasil já é o 4º país que mais usa a ferramenta em todo o planeta", informa a empresa. 

Público atual e funcionamento

O ensino Moodle Mobile é utilizado pelo público que precisa se locomover com frequência, como representantes de vendas, técnicos de serviços autorizados, entre outros, além de profissionais que não têm acesso a computadores em função de espaço físico.

Essa ferramenta já está se tornando realidade para muitas empresas do ramo varejista e farmacêutico, que precisam treinar seus colaboradores em um reduzido espaço de tempo entre os lançamentos, sem prejudicar o dia-dia de cada funcionário.

A versão mobile possibilita o acesso a todos os recursos do treinamento feito pela internet tradicional e também está disponível no iPhone. Ou seja, um mesmo treinamento pode ser acessado via desktop ou internet móvel. Ao acessar tanto um quanto o outro ambiente, o aluno não perde nenhum recurso disponível no curso, como textos, visualização de perfis, fóruns e debates.

Com esta nova forma de acesso ao ambiente de ensino, acompanhando as tendências tecnológicas, se ampliam as opções de treinamento para o mercado corporativo e acadêmico no país. Agora, é esperar para ver se esse ensino via celular se firmará e se tornará complemento na educação brasileira.

Fonte: www.administradores.com.br

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Brasil tem 45% das 500 maiores empresas latino-americanas
28/07/2010 - Economia

A revista América Economia divulgou em seu site, no último domingo (25), mais uma edição do ranking 500 Maiores Empresas da América Latina, no qual as brasileiras são maioria absoluta. Com 226 representantes (14 a mais que em 2008), o país passa a ter 45% das companhias incluídas no levantamento.

Com relação ao volume de vendas, a participação do Brasil é ainda maior, 48%, quase 9% a mais que na edição anterior, afirma a América Economia. Segundo a revista, o "Brasil evidencia mais uma vez a vantagem de suas corporações frente às do restante da região".

Enquanto o Brasil cresceu em número de empresas no ranking, a maioria dos países da região apenas manteve a quantidade da última edição, ou diminuiu. As exceções foram a Bolívia, que, pela primeira vez, colocou uma companhia entre as 500, e a Colômbia, que passou a ter duas corporações a mais e aumentou a participação em volume de vendas.

No geral, o volume de vendas das 500 maiores empresas da América Latina, em 2010, cresceu com relação ao ano passado, superando, assim, os US$ 2 bilhões. Segundo a América Economia, o aumento se deu, principalmente, graças às companhias brasileiras, que ajudaram a reverter a situação de 2009.

Fonte: www.administradores.com.br

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Evasão nas universidades chega a 20%. Por que estudantes desistem?
28/07/2010 - Educação

Em todo o Brasil, cerca de 20,7% dos estudantes de instituições particulares de ensino superior desistem do curso no meio do caminho, de acordo com dados do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo).

Ao contrário do que se possa imaginar, questões financeiras não são os únicos motivos para tamanha evasão, uma vez que o índice de desistência nas faculdades públicas também é alto, de cerca de 14,4%. De acordo com o Semesp, somente na USP (Universidade de São Paulo), 40% dos estudantes deixam as salas de aula no primeiro ano da faculdade.

Mas quais as "pedras" encontradas por tantos universitários que fazem com que eles desistam no meio do caminho? Para o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, o aumento da concorrência (e do número) nas instituições particulares, a mudança do perfil do aluno e o maior acesso das classes C e D ao ensino universitário alteraram o cenário – e ampliaram o número de jovens que não sabem os caminhos a seguir para galgar uma carreira sólida.

Parou por quê?

Todos os fatores citados por Capelato levam aos outros. Se o perfil do aluno mudou, as instituições também devem mudar. “Mas, isso não ocorre, elas precisam mudar o modo de dar aula”, afirma. “Por que não tornar o currículo mais atrativo para os estudantes?”, questiona o diretor. Independentemente do currículo, o que atrai muitos estudantes é o preço do curso. Para Capelato, uma escolha feita tendo esse fator como base só faz crescer a evasão.

Ele explica que a concorrência entre as particulares fez os preços das mensalidades caírem ao longo dos anos. Preços mais em conta atraíram um segmento que até então imaginava que ser universitário era algo distante. “A concorrência permitiu o acesso das classes C e D. A formação desse segmento, contudo, é frágil”, explica.

Dessa forma, mesmo tendo recursos para bancar uma mensalidade, muitos futuros profissionais desistem do curso por não conseguirem acompanhá-lo. Essa situação é verificada, principalmente, nas universidades públicas. Capelato lembra que nos cursos em que há grande parcela de estudantes de menor renda, geralmente da área de Humanas, a evasão é muito alta. “A qualidade do ensino médio público é muito baixa e os alunos que chegam com uma base extremamente frágil têm dificuldades de acompanhar os cursos”, comenta.

E mesmo se uma mensalidade em um curso particular for mais baixa, ainda assim, segmentos de menor renda podem ter dificuldades de arcar com as despesas. “Tem muitas mensalidades que chegam a comprometer 50% da renda familiar. Então, qualquer problema financeiro que esse estudante tiver, ele vai desistir do curso”, diz Capelato.

Aí entra uma outra questão. Se a renda está mais apertada, invariavelmente, universitários das classes econômicas mais baixas não param de trabalhar, mesmo estudando. A dificuldade de se levar uma dupla jornada é outro motivo que compromete a conclusão do curso.

A escolha errada

Outro motivo da evasão é o descontentamento, seja com o curso ou mesmo com a profissão. Ainda assim, muitos decidem terminar o que começaram e até entrar no mercado de trabalho, mesmo descontentes. Para Capelato, levar uma decisão errada até o fim pode até comprometer o desempenho profissional no futuro, afinal, um profissional infeliz vai ter de se esforçar muito para atingir resultados medianos.

A gerente de Orientação de Carreira da Cia de Talentos, Bruna Dias, acredita que, mesmo descontente, esse jovem de hoje pode ser um ótimo profissional amanhã. Para ela, a questão é outra. “É o preço que se paga por isso. Atuar em uma profissão que eu já não queria muito é fazer um esforço grande para entregar resultados básicos”, afirma.

Ela aconselha àqueles que estão pensando em desistir por falta de estímulo a parar e refletir. “Se for uma certeza e ele tiver condições, é melhor parar mesmo e tentar outra coisa”, diz Bruna. Contudo, para grande parte dos universitários, parar no meio do caminho significa não voltar mais a estudar. Por isso, a assistente de Orientação e Informação Profissional do Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola), Gisele Laranjeira Sepúlveda, recomenda atenção antes de escolher o curso. “Conhecer as aptidões, as competências e as habilidades desde cedo ajuda nessa escolha”, afirma.

Além disso, a informação sobre o curso, a instituição, a profissão e as perspectivas de carreira que ela oferece devem ser bem analisada. E, se a insatisfação bater, é melhor tentar entender de onde ela vem, se do curso ou mesmo da profissão. Para evitar desespero logo no primeiro ano de faculdade, Gisele lembra que os cursos são sempre bem generalistas. “Tendo essa informação, ele saberá lidar com essas disciplinas”, afirma.

Bruna lembra também que é preciso analisar os valores da profissão com os valores do futuro profissional. “Os estudantes precisam saber que as escolhas são difíceis, mas as consequências também”.

Fonte: Por Camila F. de Mendonça, InfoMoney

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